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Mudanças no Facebook afetam veículos de comunicação

Veículos perdem alcance com mudanças no algoritmo da rede, que prioriza posts de amigos e familiares no feed de notícias

 

Foi anunciado pelo Facebook, logo no início de 2018, que algumas mudanças serão feitas no algoritmo da rede social. Em uma publicação feita por Mark Zuckerberg na sua página, o co-fundador da rede explicou que esses ajustes serão realizados para deixar o Facebook mais próximo de suas raízes.

“Recentemente, recebemos feedback de nossa comunidade que conteúdo público – posts de negócios, marcas e mídia – está nos dispersando dos momentos pessoais que nos levam a nos conectar uns com os outros”, explicou. Por isso, com o objetivo de dar prioridade às publicações de amigos e familiares ao invés de propagandas ou marcas, o feed de notícias passará por algumas mudanças e textos jornalísticos, propagandas e publicações de marcas terão menos espaço.

“Estamos comprometidos em apoiar a construção de uma comunidade informada. Anunciamos no começo deste ano atualizações para priorizar no feed de notícias posts que geram conversas e interações significativas, e também notícias de qualidade, algo que nossa comunidade vinha nos pedindo. É importante lembrar que são muitos os sinais para determinar o que as pessoas veem no feed de notícias. Temos trabalhado continuamente para reduzir o alcance de posts não informativos e notícias falsas, e ajudar as pessoas no consumo consciente de informações, dentro e fora do Facebook. Um exemplo são os Artigos Relacionados, um recurso que oferece perspectivas adicionais quando uma pessoa compartilha uma notícia no Facebook”, diz a empresa, em nota.

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COMO ESSAS MUDANÇAS AFETAM MARCAS E VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO?

Com mais de 2 bilhões de usuários mensais, o Facebook, maior rede social do mundo, possui uma receita anual de US$ 36 bilhões originada principalmente de publicidade. As mudanças anunciadas em janeiro irão afetar diretamente marcas e veículos de comunicação que utilizam o canal para se comunicarem com os seus clientes.

A não ser que as empresas paguem para impulsionarem suas publicações na rede social, o alcance dessas páginas até seus usuários diminuirá significativamente. A medida afeta de maneira negativa marcas e empresas jornalísticas, que utilizam o canal para atraírem visitantes ao seu site e impactarem a sua audiência presente no Facebook.

Segundo a empresa, até então, o algoritmo do Facebook considerava quantas pessoas reagiam, comentavam e compartilhavam postagens para determinar quais delas seriam exibidas aos usuários. Agora, a prioridade será exibir conteúdos que motivem os usuários a conversarem e debaterem.

As primeiras mudanças serão vistas no feed de notícias, onde poderemos ver mais publicações de familiares, amigos e grupos. Além disso, conteúdos de páginas de veículos, marcas e propagandas serão priorizados caso incentivem a interação social, como por exemplo séries de televisão, times de modalidades esportivas, entre outros. Além disso, vídeos ao vivo transmitidos no Facebook irão aparecer cada vez mais. Esse tipo de conteúdo costuma fazer usuários interagirem na rede, superando seis vezes a interação em comparação com vídeos que não sejam ao vivo.

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